Ó MARIA CONCEBIDA SEM PECADO, ROGAI POR NÓS QUE RECORREMOS A VÓS!
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segunda-feira, 29 de junho de 2020

A MEDALHA MILAGROSA

A MEDALHA MILAGROSA



(Foto: AMM - Associação Internacional da Medalha Milagrosa)


“A Medalha Milagrosa é a única Medalha vinda do céu, eis que foi a única medalha cunhada e propagada a pedido expresso da Santíssima Virgem Maria.



“A Medalha Milagrosa encerra toda a riqueza de Maria. A Virgem pisando sobre a cabeça da serpente e a aureola de letras de ouro a apresenta como a IMACULADA. O globo que oferece a Deus e os raios que saem de suas mãos nos dizem que (Ela) intercede por todos nós. Os corações são o símbolo de seu amor. A Virgem Santíssima nos prepara para o acolhimento do dogma de sua Imaculada Conceição.



“Seja apóstolo da Medalha Milagrosa, dando-a aos enfermos e a todos quantos necessitem sentir a proteção de Maria. Ela assim prometeu aqueles que a levarem com confiança!”



USE A MEDALHA MILAGROSA



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FONTE: excertos do artigo publicado sob o título La Medalla Milagrosa, capturado no site da Compañia Hijas de la Caridad de San Vicent dePaúl - A tradução é nossa.


segunda-feira, 22 de junho de 2020

A MEDALHA MILAGROSA, EXPLICADA

A MEDALHA MILAGROSA, EXPLICADA


Desde os primórdios da Igreja sempre houve a devoção à Santíssima Virgem Maria e uma crescente compreensão do papel que ela desempenhou na história de nossa salvação. Na Cruz, Jesus nos deu Maria como nossa Mãe. No ano de 431, o Concílio de Éfeso proclamou o dogma mariano de que Maria é a Mãe de Deus. Portanto, não é de se admirar, que em 1830, Maria deu a Catarina e a Igreja a invocação: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”. Isto aconteceu 24 anos antes de que a Igreja proclamasse oficialmente o dogma. No dia 08 de dezembro de 1854, com a bula Papal Ineffabilis Deus, o Papa Pio IX proclamou solenemente o Dogma da Imaculada Conceição: “declaramos, afirmamos e definimos que tenha sido revelada por Deus e, de conseguinte, que deve ser crida firme e constantemente por todos os fiéis, a doutrina que sustenta que a santíssima Virgem Maria foi preservada imune de toda mancha de culpa original no primeiro instante de sua Concepção, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, na atenção aos méritos de Jesus Cristo, salvador do gênero humano” (nº 18). Quatro anos mais tarde, em 1858, a Santíssima Virgem confirmaria este privilégio em Lourdes, quando apareceu a Bernadete Soubirous, dizendo-lhe: “Sou a Imaculada Conceição”.

As palavras e as imagens no verso da medalha: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”, expressam uma mensagem com vários aspectos estreitamente conectados. A identidade de Maria nos é revelada explicitamente nestas palavras; a Virgem Maria era Imaculada desde o momento de sua concepção. E ainda, o poder de sua intercessão para os que rezam provém deste privilégio, derivado dos méritos da paixão de seu Filho, Jesus Cristo.

Ainda na parte dianteira da medalha, seus pés repousam sobre uma meia esfera que representa a terra, e estão esmagando a cabeça de uma serpente. Isto nos recorda a Boa Nova da primeira promessa de Deus para salvar-nos (também conhecida como o protoevangelho) contida em Gênesis 3,15: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a descendência da mulher. E ela (a descendência da mulher) te atingirá a cabeça. E tu lhe atingirás o calcanhar”.

Para os judeus e os cristãos, a serpente personifica Satanás e as forças do mal. Maria nos chama a entrar com ela no amor sacrificial de Deus no mundo, que se opõe ao materialismo do mundo. Isto requer a verdadeira graça da conversão que os cristãos devem pedir à Maria.

As mãos da Santíssima Virgem estão abertas e de seus dedos saem raios de luz. Maria explicou a Catarina que estas luzes representam as graças dadas aos que as pedirem, um indício de que a graça de Deus flui através da Santíssima Virgem Maria para nós, não diferente da graça que encarnou Jesus Cristo nela.

No reverso da medalha, uma letra e desenhos nos apresentam um símbolo de Maria e Jesus. A letra “M” está coroada por uma cruz. Esta letra “M” é a inicial de Maria, e a cruz é a Cruz de Cristo. Estes dois sinais entrelaçados significam a inseparável relação que conecta a Cristo com sua Santa Mãe. Maria está associada com a missão da salvação humana através de seu Filho, Jesus. Através de sua compaixão e sofrimento, ela se une a Cristo.

Há dois corações na parte de baixo da medalha: um rodeado pela coroa de espinhos, e o outro atravessado por uma espada. O coração coroado de espinhos é o Sagrado Coração de Jesus. Representa seu amor apaixonado pela humanidade. O coração traspassado por uma espada é o Imaculado Coração de Maria, sua Mãe. Recorda a profecia de Simeão no dia em que Maria e José apresentaram Jesus no templo. Estes dois corações, representados um ao lado do outro, indicam que a vida de Maria é de intimidade com Jesus.

Por último, doze estrelas estão no reverso da medalha, ao redor de sua borda. Podem representar duas situações: as doze tribos de Israel (unindo assim o Antigo Testamento com a medalha); e os doze apóstolos, que fundaram a Igreja. Pertencer a Igreja é amar Cristo e participar em sua paixão pela salvação do mundo. Cada batizado é convidado a fazer parte da missão de Cristo, unindo seu coração aos corações de Jesus e Maria.

A medalha nos convida a escolher, assim como Cristo e Maria escolheram, o caminho do amor a nossos inimigos, até o sacrifício total de nós mesmos.


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Fonte: AMM – Associação Internacional da Medalha Milagrosa.


segunda-feira, 16 de março de 2020

A PANDEMIA DO CÓLERA E A MEDALHA MILAGROSA


A PANDEMIA DO CÓLERA E A MEDALHA MILAGROSA


Diante da nova pandemia do coronavírus, começam a circular cada vez mais as informações que dão conta das ajudas celestiais contra as enfermidades humanas no passado. Corria o ano de 1832, e depois de farta insistência do céu e da Santa Catarina Labouré, a medalha milagrosa começou a ser distribuída com profusão, impulsionada também pela epidemia de cólera que assolou Paris nesse então. 20 mil pessoas ali morreriam por causa da terrível enfermidade, de cujo tratamento pouco se sabia.
Nesse século, a pandemia de cólera havia se originado no delta do Ganges, na Índia. Mas desde então seis pandemias de cólera mataram milhões de pessoas nos cinco continentes. A medida que ia se distribuindo a medalha, os milagres obtidos pela intercessão da Virgem da "medalha milagrosa" também iam se multiplicando. O apelido de ‘milagrosa' foi dado pelo povo fiel, que via, entre outras coisas como a medalha que as Filhas da Caridade estavam distribuindo, operava prodígios contra a cólera, que somente podiam ser qualificados como milagrosos. A progressão da difusão da medalha foi ‘geométrica'. Em junho de 1832 se distribuíam as primeiras 2 mil. No outono de 1834 já havia se difundido mais de meio milhão, em 1835 um milhão e 1839 havia mais de 10 milhões de medalhas circulando em muitos lugares. Se afirma que quando Santa Catarina morreu, em 1876, já haviam se difundido mais de mil milhões de medalhas milagrosas, a de Nossa Senhora das Graças. A história registra – entre muitos – o caso da pequena Caroline Nenain, de apenas oito anos, que assistia aulas na escola da praça do Louvre. Ela era a única de sua classe que não portava a medalha milagrosa, e a única que se viu infectada pelo cólera. No entanto, após receber a medalha, foi curada e pode voltar aos seus estudos.

Se fazia então mais que realidade o que havia anunciado Nossa Senhora à própria Irmã Catarina: "Faça que se cunhe a medalha segundo este modelo. Todos que a levarem posta receberão grandes graças. As graças serão mais abundantes para os que a levarem com confiança". Relata o Padre Aladel, confessor de Santa Catarina e autor de "Notícia da Medalha Milagrosa" que "o Ilustríssimo Sr. de Quilen [ndr. Arcebispo de Paris] nos disse várias vezes que a havia dado [a medalha] a muitos enfermos, a cujo leito lhe havia conduzido sua ardente caridade, e sempre com feliz resultado. Mas não satisfeita ainda sua piedade, fez publicar estas maravilhas em uma Pastoral que dirigiu aos seus diocesanos no dia 15 de dezembro de 1836, por ocasião de consagrar-se a igreja paroquial de Nossa Senhora de Loreto, em Paris. ‘temos – disse nela – o consolo de fazê-los saber e desejamos que se saiba até nos últimos confins do orbe católico, como esta devoção criou raízes profundas em nossa Diocese, e a cada dia se robustece e aumenta prodigiosamente pelos enfermos que por ela recobram a saúde, e como as graças e favores se multiplicam a medida que entre nós se acode a terna piedade de Maria concebida sem pecado".
A Virgem estava curando os corpos e as almas. E segue fazendo. (EPC)


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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

A MEDALHA MILAGROSA


A MEDALHA MILAGROSA

Aparição do dia 27 de Novembro de 1830 da Virgem Imaculada
a Santa Catarina Labouré.


UM AUXÍLIO VINDO DO CÉU
A Medalha Milagrosa é um poderoso recurso oferecido pela Mãe de Deus aos homens, particularmente adequado para épocas de crises como a atual. Deve sua origem às célebres aparições marianas ocorridas na capela da rue du Bac (calle del Bac), em Paris.
No sábado, 27 de novembro de 1830, a Virgem Imaculada apareceu a Santa Catarina Labouré, à época, jovem noviça da Congregação das Filhas da Caridade, confiando-lhe a missão de fazer cunhar uma medalha segundo o modelo revelado: “Faz cunhar uma medalha igual a este modelo. As pessoas que a trouxerem com confiança, receberão grandes graças, sobretudo se a levarem pendente no pescoço”. Foi o que prometeu a Virgem.
A PROMESSA EFETIVAMENTE SE CUMPRIU
Pouco tempo depois, uma terrível epidemia de cólera, proveniente da Europa oriental, espalhou-se sobre Paris. A peste se manifestou a 26 de março de 1832 e se estendeu até meados daquele ano. A 1º de abril, faleceram 79 pessoas; no dia 2, 168; e no dia seguinte, 216; e assim foram aumentando as mortes até alcançarem o número de 861 no dia 9. No total, faleceram 18.400 pessoas, oficialmente. Na realidade, o número foi bem maior, uma vez que as estatísticas oficiais e a imprensa diminuíram as cifras para evitar que se estendesse o pânico entre o povo.

No dia 30 de junho, foram entregues as primeiras 1.500 medalhas que haviam sido encomendadas pelo Padre João Maria Aladel, confessor de Catarina, à Casa Vachette. As Irmãs da Caridade, não sabendo o que fazer para remediar a situação, começaram a distribuir as primeiras medalhas… e os enfermos se curavam. “A medalha é milagrosa!” — proclamavam a uma só voz. A notícia difundiu-se, e a medalha e os milagres também. Daí provém o nome com o qual se a conhece até hoje.
Até 1836, mais de quinze milhões de medalhas haviam sido cunhadas e distribuídas no mundo inteiro. Em 1842, sua difusão chegaria à impressionante cifra de 100 milhões. Dos mais remotos países chegavam relatos de graças extraordinárias alcançadas por meio da Medalha: curas de enfermidades, emenda de vidas, proteção contra perigos iminentes, etc.
Em vista de tantos feitos extraordinários, o Arcebispo de Paris, Mons. Jacinto de Quélen – que havia autorizado fosse cunhada a Medalha e obtendo para si mesmo uma graça extraordinária por seu intermédio –, mandou fazer uma investigação oficial sobre a origem e os fatos relacionados com a portentosa insígnia. Eis aqui suas conclusões:
“A rapidez extraordinária com a qual esta medalha tem se propagado, o número prodigioso de medalhas que têm sido cunhadas e distribuídas, os fetos maravilhosos e as graças singulares que os fieis têm obtido com sua confiança, parecem verdadeiramente os sinais pelos quais o Céu há querido confirmar a realidade das aparições, a veracidade do relato da vidente e a difusão da medalha”.
Em Roma, no ano de 1846, como consequência da súbita e ressonante conversão de um ilustre judeu — que apresenta notáveis analogias com a conversão do apóstolo São Paulo no caminho a Damasco — o Papa Gregório XVI confirmava, com sua autoridade, as conclusões do Arcebispo de Paris.
UMA PRODIGIOSA CONVERSÃO
Com efeito, em janeiro de 1842, a conversão de Alfonso Ratisbonne — hoje elevado aos altares — atraia ainda mais as atenções sobre a já célebre Medalha. Ratisbonne, jovem banqueiro de Estrasburgo, cheio de preconceitos e antipatias contra à Igreja Católica, estava de viajem em Roma, quando aceitou, meio a contragosto, uma Medalha Milagrosa que lhe ofereceu um nobre francês, o Barão de Bussières. Poucos dias depois, inesperada e milagrosamente, a Virgem lhe apareceu na igreja de Sant’Andrea delle Fratre, e em questão de segundos o antigo inimigo da Igreja transformou-se num ardoroso apóstolo que viria fundar, junto com seu irmão Teodoro, a Congregação dos Missionários de Nossa Senhora de Sion, dedicada à conversão dos judeus.
Em 1876, ano da morte de Santa Catarina Labouré, mais de mil milhões de Medalhas Milagrosas já derramavam suas graças pelo mundo.
Antigo postal do Centenário da proclamação do dogma
da Imaculada Conceição de Maria.

Em 1894, a Santa Igreja instituiu a festa litúrgica de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, fixando sua celebração o dia 27 de novembro.
Em 1980, quando se comemoraram 150 anos da revelação da Medalha Milagrosa, o próprio João Paulo II se apresentou como peregrino no lugar das aparições.
LOURDES E A MEDALHA MILAGROSA
A Medalha Milagrosa é conhecida hoje no mundo inteiro. Porém, com frequência se ignora que as aparições na capela da rue du Bac prepararam também os grandes acontecimentos de Lourdes.
“A Senhora da Gruta me tem aparecido tal como está representada na Medalha Milagrosa”, declarou Santa Bernadette, que levava ao pescoço a preciosa Medalha.
A invocação Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós, difundida por todas partes pela Medalha Milagrosa, contribuiu notavelmente para a criação de um clima de fervor generalizado com relação ao privilégio mariano da Imaculada Conceição. Foi esse clima que moveu o Papa Pio IX a solene definição dogmática de 1854. Quatro anos depois, a aparição de Lourdes confirmava de maneira inesperada a definição de Roma.
Em 1954, por ocasião do centenário desta definição, a Santa Sé fez cunhar uma medalha comemorativa. No reverso da mesma, a imagem da Medalha Milagrosa e a da gruta de Lourdes, associadas estreitamente, pondo em relevo o íntimo vínculo que une as duas aparições da Virgem com a definição do dogma da Imaculada Conceição.
Assim como Lourdes é uma fonte inesgotável de graças, a Medalha Milagrosa é sempre o instrumento da incansável bondade da Santíssima Virgem com todos os pecadores e miseráveis da terra.
Os cristãos que sabem meditar seu significado encontrarão nela o simbolismo de toda a doutrina da Igreja sobre o lugar providencial que Maria ocupa na Redenção, e em particular sua mediação universal.
DA RUE DU BAC A FÁTIMA
As aparições de Nossa Senhora a Santa Catarina Labouré, em 1830, marcaram o início de um ciclo de grandes revelações marianas. Este ciclo prosseguiu em La Salette (1846), em Lourdes (1858) e culminou em Fátima (1917).
Antigo postal do Ano Mariano de 1954.

Desde 1830 Nossa Senhora se manifesta deplorando os pecados do mundo, oferecendo perdão e misericórdia à humanidade pecadora e prevendo severos castigos no caso que ela não se convertesse. Porém, também anunciando que, depois desses castigos, viria o triunfo esplendoroso do Bem.
Em novembro de 1876, um mês antes de sua morte, Santa Catarina Labouré afirmou: “Virão grandes catástrofes… o sangue correrá pelas ruas. Por um momento, crer-se-á tudo perdido. Mas tudo se ganhará. A Santíssima Virgem é quem nos salvará. Sim, quando esta Virgem, oferecendo o mundo ao Pai Eterno, for honrada, nos salvaremos e virá a paz”.
E a 13 de julho de 1917, Nossa Senhora prometeu expressamente em Fátima: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”.
GRAÇAS EXTRAORDINÁRIAS
Hoje em dia, a Santíssima Virgem continua derramando suas graças através da Medalha Milagrosa. Sem dúvida, ela não deve ser usada a maneira de um talismã, como se tivesse uma força e eficácia mágicas. O católico deve usá-la com verdadeiro espírito de Fé, tendo presente que o melhor modo de alcançar os favores de Deus é não ofendê-lo, cumprir seus Mandamentos, praticar a oração e frequentar os Sacramentos.
Todos necessitamos de grandes graças, sobretudo nos dias que vivemos. Peçamo-las, pois, com confiança, à Virgem da Medalha Milagrosa.
Não estará também você, amável leitor, necessitando de uma grande graça? Ou alguém em sua família ou entre suas amizades?
Foi pensando em pessoas necessitadas como nós que Nossa Senhora, a melhor de todas as mães, em sua misericórdia insondável nos trouxe a Medalha Milagrosa, este providencial auxílio vindo do Céu.



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FONTE: http://asociacionfatima.org.ar/la-medalla-milagrosa/ - A tradução é nossa e alguns destaques foram acrescidos.

terça-feira, 27 de agosto de 2019


MEMÓRIA MENSAL DA REVELAÇÃO DA MEDALHA MILAGROSA


A MEDALHA MILAGROSA

MENSAGEM DA VIRGEM IMACULADA



Como um dia entregou o Rosário a São Domingos de Gusmão e o Escapulário a São Simão Stock, assim a Virgem Maria quis entregar aos cristãos o escudo da fé na Medalha da Imaculada, que o povo batizou com o nome de Medalha Milagrosa, pelos muitos milagres e conversões realizadas. FAZ CUNHAR UMA MEDALHA SEGUNDO ESTE MODELO. AS PESSOAS QUE A LEVAREM COM CONFIANÇA, RECEBERÃO GRANDES GRAÇAS! Esta é a vontade de Maria, esta é a Mensagem da Virgem nas Aparições a Santa Catarina Labouré.

A Medalha Milagrosa é o «Evangelho de Maria».

A Medalha é a síntese gráfica da História da Salvação.

Na Medalha Milagrosa, – «Evangelho de Maria» – contém:

O dogma de sua Imaculada Conceição: Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!
Medalha Milagrosa, frente e verso
(Foto: Catholic Line Art)

O dogma da Virgindade Perpétua de Maria: o véu branco, que baixa da cabeça aos pés, recorda o véu que cobria a cabeça da virgens da primeira Igreja.

O dogma de sua Maternidade Divina: a Cruz – sinal de Cristo e de sua obra Redentora – nasce e se apoia na letra M, primeira letra do nome de Maria. É a tradução gráfica do texto de São Mateus: «Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo» (Mt. 1, 16). E de S. Paulo: «Ao chegar a plenitude dos tempos, enviou Deus o seu Filho, nascido de Mulher» (Gal. 4, 4).

O dogma de sua Assunção gloriosa. Maria sobre a esfera aparece cheia de beleza resplandecente e Rainha do universo (LG, 59). Dogma de fé – Pio XII, 1-11-1950.

A Missão corredentora de Maria compartilhando ao pé da cruz a dor de seu Filho Redentor e a vitória sobre o demônio inimigo da humanidade, figurado na serpente (LG, 58).

O ofício de Maria de Mediadora de todas as graças, cuidando com amor dos irmãos de seu Filho, que peregrinam pela vida. A Igreja confessa, experimenta e recomenda esta mediação à piedade dos fieis, diz o Vaticano II (LG. 62). Os raios de luz simbolizam estas graças. Não entenderemos a Missão de Maria na Igreja e no mundo, se não entendermos a vontade divina n'Ela.

Na Medalha a Virgem reflete sua Maternidade Espiritual, abrindo seus braços em atitude de convidar seus filhos ao seu amor.

Na Medalha encontramos um convite à devoção ao Coração de Jesus e ao Coração de Maria.
Medalha Milagrosa
(verso)

Na Medalha a Virgem aparece como modelo e mestra de oração. Nos ensina com seu exemplo e sua palavra como Jesus no Evangelho. As mãos da Virgem unidas em oração. A jaculatória Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!, é o compêndio das partes da Ave Maria: louvor e pedido.

Maria na Medalha aparece como Altar Santo sobre o qual se oferece ao Pai o Sacrifício Redentor de Cristo: a Cruz está apoiada sobre a letra M.

A Cruz é ponto fundamental na Medalha Milagrosa.

A Cruz é a síntese do Evangelho de Jesus.

A Cruz é a representação do Mistério Pascal: Morte e Ressurreição de Jesus.

Da Cruz, Jesus nos dá Maria por Mãe. «Eis aí tua Mãe».

Cristo fala com frequência de sua Paixão – sua Cruz – aos Apóstolos. Cristo declara aos discípulos de Emaús que, pela Cruz, chegou à Ressurreição.

Cristo, cravado na Cruz é a única ciência de S. Paulo: «O Filho de Deus me amou e se entregou à morte por mim» A Cruz é a suprema manifestação do Amor de Jesus: «Nada tem maior amor, que o que dá sua vida por seus amigos». A Redenção da humanidade é obra de Cristo que nos alcançou a paz pelo seu sangue na Cruz (Col. 1, 20).

A Virgem é Imaculada pela Cruz, disse Pio IX.

Cristo deixou na Eucaristia o Sacrifício da Cruz.

O sinal do cristão, que cada dia deve fazer sobre sua fronte e seu coração, é o Sinal da Cruz.

Santa Luísa deu às Filhas da Caridade por escudo um coração grande e sobre ele Jesus Cristo cravado na Cruz.

Levando no pescoço a Medalha da Virgem, levamos a cruz de nossa Redenção.

Com razão disse o Vaticano II, que a Virgem Maria, por sua íntima participação na História da Salvação, reúne em si, de certo modo, as verdades supremas de nossa fé; e quando é anunciada e venerada, atrai aos crentes seu Filho e o amor do Pai (LG. 65).

Maravilhosa catequese preparada pela Virgem em sua Medalha!!!

INVOCAÇÃO À VIRGEM IMACULADA NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Ó IMACULADA VIRGEM MÃE DE DEUS e nossa MÃE, ao contemplar-vos de braços abertos derramando graças sobre os que vô-las pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas inúmeras culpas, acercamo-nos de vossos pés para vos expor, durante esta novena, as nossas mais prementes necessidades. Concedei, pois, ó VIRGEM DA MEDALHA MILAGROSA, este favor que confiantes vos solicitamos, para maior glória de Deus, engrandecimento do vosso nome, e o bem de nossas almas. E para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre verdadeiros cristãos. Amém.


Reza-se 3(três) Ave-Marias.


Repete-se 3(três) vezes a invocação: – Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.





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FONTE: in, La Virgen Maria em la Medalla Milagrosa, Miguel Gómez, CM, Editorial Apostolado Mariano, Sevilha-Espanha, Primeira Parte, pp. 22-25 – Texto por nós traduzido e adaptado para o português do Brasil, assim como a oração de Invocação foi acrescentada)

terça-feira, 27 de novembro de 2018


27 DE NOVEMBRO – FESTA DA VIRGEM IMACULADA NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA OU NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS



SANTA MARIA, VIRGEM IMACULADA DA MEDALHA MILAGROSA


Hoje recorda-se a aparição da Santíssima Virgem a Santa Catarina Labouré a 27 de Novembro de 1830, em Paris, na Capela da Casa-Mãe das Filhas da Caridade. Esta aparição deu origem à Medalha Milagrosa, e dela tomou também seu nome a Festa da Imaculada da Sagrada Medalha, instituída por Leão XIII a 23 de Julho de 1894.

MEMÓRIA DE UMA VISITA


O encontro entre a Virgem Maria e Soror Catarina tem, segundo relatou a mesma Irmã, três momentos, que comumente dividimos em dois.

O primeiro se desenvolve na noite do dia 18 para 19 de Julho de 1830, e ainda, segundo expressão da mesma Irmã, seria impossível descrever o que experimentou com precisão; conhecemos alguns detalhes dessa singular conversação. Detenhamo-nos num fragmento do relato que escreveu Soror Catarina, ela que escutou o que a Virgem Maria lhe disse:

“Minha filha, Deus quer encarregar-te de uma missão. Terás muitas dificuldades; porém, superarás todas pensando que o fazes para glória de Deus”

Também encontramos nos relatos de Santa Catarina o anúncio de acontecimentos dolorosos que sucederiam na França e na Igreja; outros são sobre a presença e proteção da Virgem Maria e de São Vicente à Congregação da Missão e sobre as Filhas da Caridade.

Nesse primeiro encontro, descreve-nos a Virgem em uma posição muito familiar, já que se encontrava sentada …. enquanto Ir. Catarina a escutava ajoelhada, apoiando seus braços, com filial confiança, nos joelhos da Virgem Santíssima. Depois de aproximadamente duas horas de conversa, a Virgem Maria se despede de Soror Catarina, assegurando-lhe que em sua oração receberá as inspirações do céu. Eram duas da manhã – disse a Vidente – quando regressou ao seu leito, e acrescentou que não pôde voltar mais a dormir naquela noite.
Primeira Aparição ocorrida na noite do dia
18 para o dia 19 de Julho de 1830


É o segundo ou terceiro momento que dá origem à festa de hoje. Foi durante as primeiras vésperas do primeiro Domingo do Advento de 1830, em 27 de Novembro. Soror Catarina estava na capela fazendo a oração com a comunidade, refere que foi ali quando viu de novo a Virgem, embora de maneira diferente que da primeira vez, porque não houve diálogo direto, mas estava rodeada por um conjunto harmônico de elementos, ricos em simbolismo e significado:

– A Virgem Maria estava de pé sobre meia esfera que representava o globo terrestre. Debaixo de seus pés, uma serpente verde com pintas amarelas.

– Sustentava em suas mãos uma esfera coroada por uma cruz, numa atitude de oração e oferenda (esta imagem não está expressada na Medalha).

– De suas mãos desprendiam-se raios de luz. Estava vestida de branco com um manto azul prateado e um véu branco aurora.

– Uma coroa de doze estrelas sobre sua cabeça. A invocação Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!, gravada em letras douradas. Uma cruz sobre a letra M e dois corações.

O desenho da medalha tal como a conhecemos, deve-se à composição realizada pelo Pe. Aladel e o Senhor Vachette – ourives –, baseando-se na descrição feita por Irmã Catarina, o modelo de Bouchardon e a sugestão de Monsenhor de Quelén, Arcebispo de Paris, era para que a Virgem fosse representada de acordo com a imagem tradicional da Imaculada, com os braços estendidos. Como se tem dito, a Medalha é “Uma tradução plástica e popular de uma aparição inefável”.
Aparição do dia 27 de Novembro
de 1830

UM NOME PARA A MEDALHA


O Pe. Aladel realizou, com a ajuda de Deus, tudo quanto foi necessário para que o desejo da Virgem fosse atendido: pediu à Irmã uma descrição das características da medalha, conseguiu um cartunista que as interpretou, buscou o ourives, expôs o projeto de cunhar e distribuir a mesma, e, mais tarde – em 1834 –, escreveu um livro, o primeiro sobre esta revelação particular.

Se considerarmos o sentido que tem para os antigos um nome, compreenderemos porquê a Medalha alusiva às revelações marianas da capela da rua du Bac foi chamada “Milagrosa”. Este titulo, mais que predição, é um testemunho, porque antes de que se publicasse a primeira “Notícia” das aparições, a medalha já era qualificada popularmente como “Milagrosa”.

Celebrar é fazer memória dos dons e dos benefícios recebidos de Deus; a Medalha Milagrosa converteu-se, desde 1832, em um presente [dom] de Deus para humanidade crente em sua ação e presença, viva e vivificadora no caminho da História e de suas histórias.

Testemunho dela são as inumeráveis cartas enviadas por sacerdotes, bispos e leigos narrando feitos milagrosos: curas e conversões, principalmente.

A Virgem Maria visitou Irmã Catarina Labouré não somente essa vez. A visita continua, prolonga-se no tempo e no espaço porque Ela – Maria –, segue aproximando-se dos homens e mulheres que, ao receberem sua medalha, recebem também sua mensagem, seu convite e, como Santa Catarina, uma missão muito particular. Entretanto, disso se falará mais adiante.

A vida cotidiana é cheia de encontros com pessoas e acontecimentos, que vão deixando marcas, quando chegamos e quando saímos de cada um deles, mais ou menos profundas em nossa existência.

A Medalha significou, desde sua aparição, um despertar para o povo, já que permitiu reconhecer que a tradição religiosa da gente sensível era capaz de resistir aos embates da recente Revolução [Revolução Francesa], que exaltava a primazia da razão.
A Virgem com o globo (Virgo Potensou Virgem Poderosa). Detalhes: o
globo representando o mundo, a
cruz sobre o globo, os raios que se
desprendem dos anéis, a serpente
infernal.

A Medalha Milagrosa foi distribuída aos milhões em quase dois séculos, hoje é bastante conhecida pelo povo de Deus, por sua forma e seu conteúdo. “A Medalha é uma Bíblia dos pobres, um ícone, o sinal de uma presença amiga e poderosa: a de Maria na comunhão dos santos”.

Introduzamo-nos e aproximemo-nos da linguagem fundamental de nossa querida Medalha, a linguagem dos símbolos.

NOSSO ENCONTRO COM OS SINAIS


Sabemos, por experiência, que um símbolo serve para manifestar uma realidade mais profunda, mais rica em seu conteúdo e significado que o objeto simbólico considerado em si mesmo. Também é certo que dita realidade está sujeita às mais variadas interpretações, dependendo, por sua vez, do conhecimento, perspectivas, pontos de referência, etc.; estas maneiras de ver e interpretar os símbolos, podemos chamá-las como chaves de leitura.

Como chaves de leitura para compreender os distintos símbolos presentes na Medalha Milagrosa, utilizaremos as passagens bíblicas que nos sugerem diretamente a Medalha.

ANVERSO


A imagem de Maria pisando em uma serpente, nos remete, de uma forma direta, à passagem bíblica do livro do Gêneses (3, 15), que anuncia a inimizade entre a mulher e a serpente, assim como a vitória da descendência da mulher sobre a da serpente. Com isso, Maria anuncia-nos que todo esforço para viver de acordo com nossa imagem e semelhança com Deus tem sentido, embora haja ocasiões que o mal fira nosso calcanhar e pareça ser mais forte; temos a certeza de que não será assim. Ela é a primeira e o modelo daqueles que seguem a Jesus Cristo.
Ilustração da visão da Medalha Milagrosa
por Santa Catarina Labouré

Vê-se Maria vestida de branco aurora, na Medalha, com raios de luz desprendendo-se de suas mãos, sugere-nos e recorda-nos a passagem do Apocalipse: “uma mulher vestida de sol e em sua cabeça uma coroa de doze estrelas” (12,1). Irmã Catarina descreverá que, nas mãos da Virgem, havia uma espécie de anéis, dos quais saíam raios de luz; cujos fleches, diversos em forma e tamanho, correspondiam às graças concedidas por Maria a quem as pedem com fé e confiança.

REVERSO


Dois corações: um coroado de espinhos e o outro transpassado por uma espada, de ambos se desprende uma chama de fogo na parte superior. Este símbolo faz alusão à profecia de Simeão (Lc 2, 35) e a coroa de espinhos de Jesus (Mc 15, 17). Encontrar os corações de Jesus e Maria unidos, é um sinal a mais que nos fala da união que existe entre eles, pela identificação no amor, na dor e no seguimento de Maria como discípula do Senhor.

Embora no anverso a Virgem nos revele a dimensão luminosa da humanidade, o reverso nos ajuda a ter presente que a realidade do sofrimento é um lugar onde Deus também nos manifesta seu amor, sua presença e sua ação salvífica; disso Maria é testemunha, anúncio e profecia.

A posição da Cruz sobre a letra M nos leva indiretamente a reconhecer nelas a missão de Maria, como Mãe da humanidade. Desde a Cruz Jesus confia ao cuidado de Maria o discípulo amado e, por sua vez, sinaliza a Maria que esse discípulo será seu filho (Jo 19, 27). Nesta passagem evangélica a Igreja vê expressada a vontade de Jesus que Maria seja para sempre a Mãe do discípulo.
Anverso da Medalha Milagrosa

OUTRAS PASSAGENS


As doze estrelas que, originalmente Soror Catarina descreveu como rodeando a cabeça da Virgem, são trasladadas para o reverso, em torno da letra M e dos dois corações. Biblicamente o número doze alude às doze tribos de Israel, aos doze Apóstolos, essa interpretação nos ajuda a considerar Maria como membro da Igreja e protótipo dela. O livro dos Atos dos Apóstolos destaca sua presença no meio da comunidade dos discípulos, em oração, antes de Pentecostes.

A letra M nascendo da Cruz nos leva a recordar que Maria é a Mãe de Jesus (Mt 1,16; Lc 2, 6-7), Mãe de Deus, Mãe nossa. Foi através dela que Deus quis vir para toda a humanidade, entrar na história humana para nos mostrar como sermos filhos no Filho.

Considerando que a letra M está ao pé da Cruz, poderemos aproximar-nos do mistério da dor de Cristo e de Maria. Este sinal tão austero, é suficiente para ajudar-nos a compreender até onde necessita chegar nossa participação na obra redentora de Deus, manifestada em Jesus Cristo.

A jaculatória sobre a Conceição Imaculada de Maria, podemos relacioná-la com a saudação de Gabriel: “Alegra-te Maria cheia de graça” (Lc 1, 27); por sua vez nos convida a compartilhar desde a própria limitação, porém, confiados na misericórdia de Deus, essa amizade livre de todo obstáculo e impedimento.

A reflexão bíblica inspirada pela Medalha é, pela graça de Deus, abundante. Um autor escreveu este texto quase exaustivo:
Reverso da Medalha Milagrosa

“Na medalha milagrosa se condensam de igual modo os fundamentos bíblicos da mariologia e as passagens marianas do Evangelho. Desde o Gênesis ao Apocalipse desfia-se o emaranhado da história da salvação, onde um coração humano, transpassado por uma espada, ardente e dolorosa, se mantem unido a um coração divino cercado de espinhos e ardendo em chamas.

A Medalha Milagrosa é a medalha da Anunciação (Lc 1, 28-38), da Visitação (Lc 1,39-45), do Magnificat (Lc 1,46-56), da maternidade virginal de Maria (Mt 1,18-25), da espada de Simeão (Lc 2, 33-35), de Maria meditando em seu coração o mistério de seu Filho (Lc 2,19-51); da “hora” de Caná (Jo 2,1-12), de Maria ouvinte e cumpridora da Palavra de Deus (Lc 8,21; 11, 28; Mt 12,50); da hora do Calvário (Jo 19,25), da maternidade espiritual de Maria (Jo 19,26-27), de Maria-Igreja no Calvário e em Pentecostes (Lc 23,49; At 1,14), de Maria assunta e rainha (Ap 12). Se cumpre assim, na Medalha Milagrosa, a orientação bíblica que a exortação apostólica “Marialis Cultus” sobre o culto à Virgem Maria."

Certamente a Medalha Milagrosa inspira, propicia, remete a outras passagens bíblicas significativas; com ela expressa-se que não é possível conter ou limitar a riqueza de tão belo dom, pois na medida que avança nossa vivência na fé e no amor a Jesus Cristo à Igreja, Povo de Deus, encontram-se, identificam e iluminam novas realidades refletidas na pequena Medalha.

Entre os elementos que ajudam a aprofundar a mensagem da Medalha Milagrosa, estão, sem dúvida, as condições pessoais de vida: idade, sexo, vocação profissional, estado de vida, apostolado, circunstâncias diversas…

Para os membros da Família Vicentina, o carisma de servir e evangelizar os pobres, animados pela força da humildade, da sensibilidade e caridade de Jesus Cristo, é sem dúvida a melhor chave de leitura para aprofundar a mensagem de Deus, estampada na medalha. Daí poderemos conhecer, amar e aprender de Maria a sermos discípulos, seguidores e anunciadores de seu Filho, servidores de seus membros sofredores.
Santa Catarina Labouré, a vidente e
mensageira da Medalha Milagrosa

A MEDALHA MILAGROSA, ROSTO MARIANO PARA A FAMÍLIA VICENTINA.


A Medalha Milagrosa tem sido, desde sua primeira cunhagem, um valioso instrumento na tarefa evangelizadora e missionária da Igreja. Prova disso é a incalculável quantidade de medalhas distribuídas em paróquias, missões populares, hospitais, escolas e campos de desastre.

Para a Família Vicentina é uma herança inestimável, porque não somente aprendemos a querê-la, senão fazer dela muito mais que uma mera superstição. Desde nossa experiência, mais ou menos próxima aos pobres e sua realidade, é possível constatar que para eles sobreviver é primordial; sua extrema necessidade lhes faz desejar sinais de Deus que lhes confirmem que são amados por Ele. “Nessa situação, Maria aparece como a portadora da presença misericordiosa de Deus. Ela os acompanha em suas lutas e os ajuda a superar o mal. Ela é a mãe carinhosa que entende suas dores e se preocupa com eles”.

Os membros da Família Vicentina têm o dever de fazer constantemente uma leitura da Medalha Milagrosa desde a realidade do pobre, porque desta maneira seremos fieis ao Evangelho; o legado de Maria, recebido por Santa Catarina, é o carisma que compartilhamos.

A Medalha Milagrosa é o sinal da presença de Deus entre os pobres, os que não importam e nem têm lugar na sociedade e muitas vezes em nossos templos. Também deve ser um sinal, uma expressão do compromisso e do agradecimento do povo a Deus que lhe acompanha.

A partir dos símbolos da medalha, com as passagens bíblicas que refletem, direta ou indiretamente, e a vocação vicentina, detenhamo-nos em três momentos marianos que o Evangelho nos apresenta, com a intenção de animar-nos no caminho que Deus nos tem chamado. Assim, ao vermos a Medalha e invocarmos a presença de Maria Imaculada, recordaremos:
As Filhas da Caridade distribuindo a
Medalha Milagrosa

1. Escrava do Senhor (Anunciação)


Maria de Nazaré era uma “pobre de Yahweh” (Javé), alguém que esperava e confiava em Deus e não em si mesma, alguém que era pobre em bens e pobre por ser mulher. Ela é a virgem, a que Deus pôde fazer florescer gratuitamente, ela se chamará a si mesma “escrava” do Senhor (Lc 1, 38.47). Esse nome de escrava – chocante para nossos ouvidos libertários – expressa duas situações: uma sociológica, reconhecendo-se pertencente aos empobrecidos da terra; e a outra, é a condição de alguém libertado pelo amor, pois Deus “quis olhar para a humilde condição de sua escrava” que era capaz de fazer um ato supremo de liberdade: entregar-se, como escrava, nas mãos de quem a pode fazer mais livre e liberta.

Maria de Nazaré põe sua liberdade ao serviço dos planos libertadores de Deus que “derruba do trono os poderosos e exalta os humildes”, do Deus que desde sempre optou pelos pobres. É este projeto ao qual Maria se fez escrava, totalmente entregue a Deus. Maria alegra-se, enche-se de júbilo porque sua experiência de sentir-se e saber-se querida, olhada com benevolência, é a expressão e profecia da atitude de Deus para com todos os pobres como ela (Lc 1, 49-53). Desta realidade de Maria, poderá também entender-se a história de salvação que Deus “prometeu a Abraão e à sua descendência para sempre”.

2- Maria, modelo para os servidores dos pobres (Visitação)


Quando no Evangelho, segundo São Lucas, encontramos o relato da visita que Maria faz à sua prima Isabel, encontramos também a expressão do compromisso de Maria com uma pessoa concreta que necessita de seus cuidados. Acabara de se comprometer com Deus em seus planos de fazer-se carne em seu seio, e sai logo depois “pressurosa” para servir a outra pobre do Senhor; arriscando-se ao empreender uma viagem longa e difícil. São Vicente [de Paulo] em uma de suas conferências às Filhas da Caridade, proporá, a partir desta passagem evangélica, as atitudes de Maria como evangelizadora e serva dos pobres.

3. Mulher pobre que reconhece as necessidades dos pobres (Caná)


Nas bodas de Caná (Jo 2, 1-11), Maria é a mulher pobre que descobre as necessidades dos pobres. Maria olha mais adiante de si mesma, está atenta e voltada para os demais, sobre aquilo que necessitam; não somente descobre, como também se esforça por remediar, apresentando-lhes a Jesus. Não se conforma com o dar-se conta, lamentar-se ou justificar-se pensando que não é seu problema. Busca soluções. Envolve os serventes quando lhes pede que “façam o que ele lhes disser”. Compromete-se com os necessitados.

Os textos anteriores deixam ver, claramente, que Maria leva Jesus Cristo aos pobres, mediante seu compromisso, seus serviços e seu anúncio libertador. Ensina-nos de alguma forma três lições fundamentais: 1. O maior serviço aos pobres consiste em levar-lhes a Jesus Cristo. 2. O serviço de evangelização dos pobres a de estar encarnado em serviços concretos de ajuda, promoção e libertação. 3. Evangelização e serviço deverão estar envoltos num canto de gratidão.

Maria foi em sua vida histórica portadora de Jesus Cristo para os pobres, por este motivo nós estamos obrigados a fazer que os pobres consigam seu maior bem, Aquele que lhes pertence antes que tudo. São Vicente dizia aos seus missionários algo que podemos compartilhar plenamente: “anunciar-lhes Jesus Cristo, dizer-lhes que está próximo o Reino e que o Reino [do Céu] é para os pobres… evangelizar aos pobres é um ofício tão alto que é, por excelência, o ofício do Filho de Deus” (XI, 387). Esse foi também o ofício da primeira cristã, a Virgem Maria. A nós toca seguir esses exemplo em comunhão com São Vicente.




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FONTE: texto de Alicia Margarita Cortés, Filha da Caridade, publicado, originalmente, em “Santoral da Familia Vicenciana”, em 27.11.2013 – capturado em http://vincentians.com/es/santa-maria-virgen-inmaculada-de-la-medalla-milagrosa/ (Texto traduzido e com alguns destaques nossos)